16.8.08

 

Hoje trago-vos uma questão que me tem intrigado. De certeza que, tal como eu, todos vós já viram aquela anúncio onde o Nuno Delgado, de acordo com o Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, nos aconselha o consumo de margarina. Ora eu e muitos outros corações de manteiga, espalhados por este mundo fora, vivemos agora uma crise de identidade. Que será de nós a partir daqui? Corações de margarina? Afinal porquê margarina? Se também és coração de manteiga manifesta aqui a tua preocupação, com todos aqueles que amam até que o coração se derreta.

Link Homem de Lata, às 18:25  Comentar

De eu a 17 de Agosto de 2008 às 00:52
Não vejo televisão.
Margarina ou manteiga... tanto faz; ambas se derretem, quando a chama do fogo se lhes achega.


:)

De Homem de Lata a 18 de Agosto de 2008 às 21:47
e qual preferes no pão?

De eu a 19 de Agosto de 2008 às 11:09
Sem dúvida que a manteiga é mais gostosa.

De Ju a 17 de Agosto de 2008 às 05:23
esse teu texto lembrou-me um outro que li aqui há uns anos.
vê lá se gostas:

"Anda para aí uma praga de gente boa que incomoda os outros, como eu. São contra os vícios, contra os pecados, contra o excesso de sentimentos. Não se enervam, não levantam a voz, não discutem. Não sabem quem é o Sá Pinto, não percebem como é que se pode perder horas diante da televisão a ver futebol e não entendem que alguém possa ler simultaneamente 'Os sete pilares da sabedoria' e 'A Bola'. Nem entendem sequer a própria ideia de competição no desporto: se lhes acontece jogar volley de praia ou matraquilhos no Jardim Cinema, tanto lhes faz perder como ganhar - só jogam para se divertir.
Não fumam, não bebem, não comem carne. Olham-me com um ar condenável quando acendo um cigarro e ficam verdadeiramente incomodados quando lhes sopro para cima o fumo de um Monte Cristo nº 4. São macrobióticos, vegetarianos ou especialistas em comida alternativa, como unção de algas com finas fatias de peixe branco de Vanuatu. Olham-me enjoados se encomendo umas mãozinhas de vitela com grão e desmaiam de terror à ideia de serem convidados para uma matança de porco.
Acreditam em qualquer coisa vagamente mística e nas virtudes de que o mundo é demasiado humano para o seu gosto. Gostam de conversas calmas, de sentimentos controlados, de comida sem cheiro, de móveis de design, de linhas depuradas e rectas, como o próprio corpo que cultivam. Enfim, acreditam nessa verdade, mais perigosa do que todas as outras, que é a possibilidade de um mundo perfeito.
Todavia, ao contrário dos budistas, não são dados a renúncias nem desprezam o dinheiro ou as coisas materiais. Mas desprezam os gastos absurdos de dinheiro, aqueles que se consomem no próprio acto, como um Barca Velha de 94, uma garrada de Veuve Clicquot aberta às três da manhã para ver melhor o cometa, ou um havano enrolado à mão para ouvir melhor o barulho das cigarras no campo. São herdeiros da civilização judaico-cristã e, sem o saber, abominam tudo o que representa a herança do mundo greco-romano e árabe que fez do Mediterrâneo uma civilização única e inimitável. Fazem-me lembrar a oração do Papa Calisto II, a exorcizar o cometa Halley, à sua passagem pela terra, em 1452: «Livrai-nos, Senhor, do mal, do turco e do cometa».
Se são homens, não têm filhos porque lhes estragam a carreira e tiram a «liberdade»; se são mulheres, estragam-lhes a figura e a «liberdade». Sim, porque eles são livres: não prestam tributo ao vício e só respondem por si próprios. A «liberdade» ensinou-os a planear, a prever; fogem do acaso e das circunstâncias como se foge de um intruso nocturno.
O que fazer com esta gente? Como ousar entendermo-nos, se a simples aproximação parece constrangê-los? Somos um monstro de pecados e vícios que bate à porta da virtude. E é desesperadamente verdade que eles estão certos: é certo que viverão muito mais do que nós; é certo que eles estão livres do colesterol, de cirroses, e de efizemas pulmonares; é certo que não morrerão de stress, nem de desgostos de amor, nem de aflições paternais; é provável que nem sequer morram - de coisa alguma.
Quem sabe, talvez seja este o caminho para a imortabilidade?
Livrai-nos, Senhor, dos males do mundo, da condição de homens, dos caracóis com orégãos e do cheiro das sardinhas assadas.
Sim, dai-lhes Senhor o eterno descanso."

---

A margarina até pode fazer melhor ao coração. Mas é por ele ser de manteiga que consigo continuar a gostar de o cá ter. E é também por isso que te faço ler isto tudo até ao fim. porque não te vou dizer que gosto do que escreves. não é preciso, pois não?

De Homem de Lata a 18 de Agosto de 2008 às 21:45
Já disseste:-).

De Octavio Ferreira a 10 de Novembro de 2008 às 15:02
Porquê Margarina

Cientistas vinculam ómega 6 a doença de Alzheimer

Um novo estudo sobre a doença de Alzheimer encontrou evidências de que um ácido gordo presente nos ovos, nozes e óleos vegetais - ómega 6 - pode prejudicar a função cerebral da memória.

O ómega 6 tem vindo a ser promovido como parte de uma dieta saudável porque reduz colesterol, mas investigadores do Instituto para Doenças Neurológicas Gladstone (Gind, em inglês), na Califórnia, encontraram indícios de que a substância destrói células do cérebro de ratos de laboratórios.

Num artigo publicado na revista Nature Neuroscience, os cientistas dizem que o ómega 6 interferiu na membrana que protege o cérebro de toxinas. O resultado foi que as células responsáveis pela memória nos ratos foram destruídas.

O estudo sugere que a redução da quantidade de ómega 6 pode, portanto, impedir o desenvolvimento da doença de Alzheimer.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&id_news=354793

Octávio Ferreira
Paredes

 
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