4.9.08

Acho que os meus olhos amam os teus. Já não estamos juntos há tanto tempo e ainda hoje choram por ti. Já tentei que eles conhecessem outros olhos, de outras cores, mais ou menos cristalinos mas até aqui não tive qualquer sucesso. É como se tivessem passado toda a vida à espera de ver os teus e a partir daí não quisessem ver mais nada. Ambos sabemos que tens uns olhos lindos de tão diferentes que são. Às vezes dou por mim a pensar em nós e nas brincadeiras tontas que fazíamos e eis que eles sorriem como se os teus olhos estivessem por perto mas, lá no fundo, eles sabem que não e é então que choram sozinhos. Pobres castanhos que só conseguem sorrir para ti… Tanto que os meus olhos brincavam com os teus, lembras-te? Às vezes fingiam não os ver e quando eles ficavam tristes corriam logo a amá-los, fixamente, sem pestanejar. E em muitas outras vezes eram os teus olhos que me fixavam até os meus se desviarem como que envergonhados. Brincadeiras de amor, coisas de olhos apaixonados! Que faço eu aos meus olhos que amam os teus, lindos de tão diferentes que são? Explico-lhes que o amor nem sempre resulta e que há olhos que não amam os outros? Já não estamos juntos há tanto tempo e ainda hoje choram por ti. Pobres castanhos…

 

 

Link Homem de Lata, às 17:41 

De L. a 4 de Setembro de 2008 às 21:44
é o texto mais bonito que escreveste até hoje, se conseguires fazer ainda melhor, vais ser grande, muito grande.

p.s. posso colocar no meu blog, identificado?

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