27.9.08

Sou um miúdo distraído

Vivo num mundo apenas meu

Onde não falo para não ser ouvido

Onde me lembro de quem me esqueceu

 

Tenho o meu canto acostumado

Apenas à minha silhueta

Lá não levo convidados

Nem nada que se pareça

 

Não tenho assoalhadas nem mobílias

Nem tão pouco copos de cristal

Tenho apenas sonhos e quizilias

De um miúdo sentimental

 

 Pois é lá que rio e é lá que choro

Sempre que a vida assim obriga

 E é lá que odeio e adoro

Cada dia da minha vida

 

Mas esses dias foram diferentes

Pois houve alguém que permaneceu

Destacando-se entre as gentes

Chegou, viu e venceu

 

Chegou ao mais fundo de mim

Viu aquilo que nunca mostro

Obrigou-me a dizer sim

“é de ti que eu tanto gosto”

 

E hoje para o meu canto isolado

Aquele onde rio e choro

Tenho sempre um convidado

Que simplesmente adoro

 

Por isso volta quando quiseres

Pois a minha casa sempre foi nossa

Vou dar-te tudo o quiseres

Vou amar-te o mais que possa.

Link Homem de Lata, às 20:22  Comentar

De Sara* a 27 de Setembro de 2008 às 21:40
Mt mt giro...
Desculpa a invasão...=(
Kuando kiseres passa pelo meu e comenta...=)
bjinhos

De Em Fá Sustenido a 27 de Setembro de 2008 às 22:42
Que poema mais .. sentimental e fofo .
Adorei .
Beijinho *

De loira incompreendida a 30 de Setembro de 2008 às 22:42
qualquer dia faço minhas as tuas palavras.

beijinhos

De Homem de Lata a 7 de Outubro de 2008 às 19:46
Não faças... as nossas próprias palavras são as que valem mais! beijinho

De S. a 21 de Outubro de 2008 às 12:30
Com jeito... Gostei imenso... enquanto lia o teu poema imaginava-o em música, há certas coisas que se escrevem que conseguem ter essa particularidade.

 
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