15.7.08

 

Hoje vi-te no café, nunca te tinha visto antes onde quer que fosse, mas hoje estavas ali como que de propósito, como se soubesses que eu ia aparecer. Mas como poderias saber se mesmo hoje que já me viste, nem sabes que eu existo? Sentaste-te na esplanada, talvez para eu te ver melhor, enquanto bebias um daqueles refrigerantes de que ninguém gosta a não ser tu. Ao teu redor, por toda a mesa, faziam-te companhia livros de rabiscos que tu mesma pintavas, alheia a tudo, a todos, alheia a mim. Fazias bonequinhos simples, palavras riscos e rabiscos daqueles a caneta azul que fazemos sem pensar. Trazias uma t-shirt simples, radical que te assentava mesmo bem. No peito dizia “I Am what I Am” e até disso eu gostei. As calças eram de ganga já gasta pelo uso, e nos ténis - de certeza os teus preferidos - continuaste os rabiscos que fizeste nos livros, embora mais aldrabados devido à falta de espaço. Não sei o que lá escreveste mas gostei da ideia, gostei de ti…se eu escrever nos meus ténis reparas em mim? Gostas da ideia? Gostas de mim? Acho que não, de certeza que não, nem sabes que eu existo. É pena, tenho uma t-shirt que diz “I Love What You Are” e nunca a usei…
Link Homem de Lata, às 15:44  Comentar

De marazul a 5 de Janeiro de 2009 às 23:34
Se calhar é pq ñ conheceste a "I am what I am" :P.

De Homem de Lata a 5 de Janeiro de 2009 às 23:36
Só sei que n vesti a t-shirt...

De marazul a 6 de Janeiro de 2009 às 00:19
Então guarda-a bem... o futuro reserva-nos muitas surpresas.

 
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